Aprovação de Spring como patrimônio imaterial gera repercussão em Viçosa
Na Câmara, vereadores dividiram opiniões, mas PL que reconhece a festa como patrimônio foi aprovado com margem favorável de cinco votos
A Câmara de Viçosa aprovou, por sete votos favoráveis, dois contrários e duas abstenções, o Projeto de Lei (PL) nº 82/2025, que reconhece o Spring Break Festival como Patrimônio Cultural Imaterial do município. O PL agora segue para sanção do prefeito Ângelo Chequer (União).
De autoria do vereador Raphael Gustavo (PSD), o PL teve votos favoráveis de Marcão Paraíso (PRD), Cristiano Gonçalves (SD), Sérgio Marota (PP), Betinho (PSB), Wallace Francis (SD) e DJ Ronny (PSD).
Votaram contra Jamille Gomes (PT) e Professor Idelmino (PCdoB) e se abstiveram Maria Prisca (PT) e Dr. Omar (União). Tistu (PP), Vanja Honorina (União) e Marly Coelho (PRD) estavam ausentes no momento da votação.
A medida gerou grande repercussão e comentários negativos nas redes sociais. Viçosenses questionaram a aprovação do projeto de lei, alegando que um evento particular e de origem estrangeira não deveria ser reconhecido como patrimônio do município.
A população ressaltou que, enquanto o Spring está prestes a se tornar patrimônio, outras festas tradicionais permanecem sem o mesmo reconhecimento.
Já durante a reunião da Câmara, os vereadores Professor Idelmino (PCdoB) e Jamille Gomes (PT), contrários a medida, argumentaram que o Spring Break não tem os critérios exigidos para reconhecimento imaterial. "Não podemos confundir impacto econômico com identidade cultural”, rebateu Idelmino. "O reconhecimento deveria ser feito sob outra ótica, como o impacto econômico e social do setor de eventos, e não nesse formato”, disse Jamille.
O autor da proposta, Raphael Gustavo, no entanto, disse que a fundamentação da proposta leva em conta a relevância social, cultural, econômica e identitária que determinado evento adquire junto à comunidade, fatores que, segundo o vereador, o Spring Break possui.
“Isso não significa que as festas mais antigas não sejam importantes, muito pelo contrário. Nosso compromisso é também valorizar, preservar e reconhecer outras tradições culturais de Viçosa.”, ressaltou.
MOTIVO À PARTE
Para que a festa se mantenha no município viçosense, o vereador Raphael Gustavo (PSD) protocolou justamente o PL nº 82/2025, com a pretensão de que, reconhecendo a iniciativa como patrimônio imaterial, ela seja integrada ao calendário oficial da cidade.
“O objetivo do reconhecimento é garantir que esse festival, que movimenta milhares de pessoas e a economia local, continue a ser realizado em Viçosa, reforçando o papel do município como polo universitário e cultural”, declarou Raphael Gustavo em resposta ao Folha da Mata.



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