Superintendência de saúde da região define ações de combate à febre maculosa

Sintomas, tratamento e prevenção foram alguns dos assuntos abordados durante evento

Superintendência de saúde da região define ações de combate à febre maculosa
Priscila Moura/SES MG

O Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova promoveu, na última semana, uma reunião para alinhar estratégias de prevenção e controle da febre maculosa.

O encontro foi realizado no auditório do Sindicato dos Produtores Rurais e contou com a participação de coordenadores de Vigilância em Saúde e Epidemiologia e agentes de campo de Viçosa e dos outros 12 municípios da região.

A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pelo carrapato infectado com a bactéria “Rickettsia rickettsii”. De evolução rápida e difícil diagnóstico, apresenta elevada taxa de letalidade. Em Minas Gerais, o carrapato da espécie “Ambyomma sculptum” é o mais associado ao ciclo da doença, encontrado em animais como capivaras, equídeos, roedores, marsupiais e cães.

Segundo a referência técnica em Vigilância das Zoonoses do Nuvepi, Isabela de Castro Oliveira, os sintomas iniciais, como febre, dor de cabeça e dores no corpo, podem ser confundidos com dengue ou gripe. “Não é raro que os pacientes só procurem atendimento quando surgem as manchas avermelhadas na pele, sinal do agravamento da doença”, explicou.

Isabela ressaltou a importância do diagnóstico precoce. “A febre maculosa tem tratamento, mas o antibiótico deve ser iniciado já na suspeita clínica, antes da confirmação laboratorial”, destacou.

Entre as orientações repassadas, a técnica reforçou a necessidade de inspeção corporal frequente por pessoas que frequentam áreas de mata ou rurais, além da remoção correta do parasita, que deve ser feita com auxílio de uma pinça, com movimentos circulares.

Durante o encontro, também foi reforçada a importância do planejamento do levantamento entomológico, para identificar as espécies de carrapatos presentes nos territórios e verificar se estão infectadas com a bactéria causadora da doença