Justiça aceita denúncia e policial penal que atirou em menina deverá responder por homicídio
Vítima estava internada em estado grave há quase um mês e morreu na última quarta-feira
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou a denúncia contra o policial penal que atirou contra um carro e atingiu uma menina na cabeça em Porto Firme. A criança de 10 anos morreu na quarta-feira, 16, um mês após o crime.
O policial penal, que seria julgado por tentativa de homicídio qualificado, deverá se tornar réu por homicídio consumado qualificado, que é quando todas as etapas do crime são executadas, mesmo sem intenção. Neste caso, a consumação ocorreu devido à morte da menina.
Ela estava internada em estado grave na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora desde 18 de junho, quando foi transferida por helicóptero do Hospital Arnaldo Gavazza Filho, em Ponte Nova.
O pai da criança baleada contou à polícia que seguia de Diogo de Vasconcelos para Porto Firme, quando foi perseguido por outro carro, que transitava em alta velocidade, e o ultrapassou, fechando a pista. Ele afirmou que o motorista desembarcou, quando ele, com medo, acelerou e passou pelo canto da estrada.
Ele contou que ouviu tiros e percebeu que sua filha, que estava sentada no banco da frente, foi atingida na cabeça. O pai da criança disse que ficou desesperado e correu para o Hospital São João Batista, em Viçosa, onde a menina recebeu os primeiros atendimentos.
A defesa do agente disse que ele realizou os disparos para afastar o veículo e proteger a família de um “possível ataque”, e que foi sem “qualquer intenção de atingir terceiros, muito menos uma criança”, conforme o advogado Rafael Abeilar. O policial segue preso na Casa de Custódia, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a Corregedoria da Polícia Penal abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta do servidor. A Polícia Civil também investiga o ocorrido.
Com informações do Portal G1 Zona da Mata



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